12 de Outubro de 2017

Hoje o dia é das crianças e a reflexão é nossa!

da Redação Rádio Difusora

A simbologia do dia dedicado à criança, não deveria servir somente como incentivo a compra de brinquedos, roupas e guloseimas para filhos, netos, afilhados, mas, também, para uma reflexão sobre nós (adultos) e a criança nos dias atuais. A vida agitada há que estamos expostos para garantir, ao final de cada mês, condições financeiras de arcar com as responsabilidades assumidas elimina tempo para um maior convívio com os filhos, deixando praticamente os finais de semana para conversar, brincar e passar orientações.

Fatos que não ocorriam no passado, porque a tradição era a mãe se manter no lar, o que hoje dificilmente ocorre posto que, também, a mulher se obrigou e optou por trabalhar fora da casa para melhoria da renda familiar. As crianças, então, passam grande parte do dia sem essas presenças marcantes, indo buscar ensinamentos e exemplos nos colegas de escola ou nas esquinas da vida, onde nem sempre estão aqueles que conduzem aos bons caminhos. Quando dentro do lar, outro fato negativo invariavelmente ocorre: a televisão serve para eliminar, ainda mais, o tempo que poderia servir para o convívio da família. Durante as novelas, é proibido falar; na hora do futebol "sagrado" deve-se prestar atenção na telinha. E o que sobra de tempo para que a criança possa fazer perguntas aos pais, matar curiosidades e receber afeto e carinho? Antigamente, era comum os filhos respeitarem os pais, muito mais pelo medo do que mesmo pela expressão de carinho que poderiam receber - era a cultura da época - embora existisse as saudáveis exceções.

Hoje, os pais modernos são amigos dos filhos mas não raro encontram barreiras que dificultam as relações para exprimir, como desejariam, o sentimento de amizade e carinho e, também, não raro, tentam repassar essa falta com oferta de brinquedos, sapatos e roupas bonitas, entre outros, mas será mesmo que isso pode compensar o que a criança espera dos pais? O que fica na mente da criança, diante desse quadro? Acreditamos que seja a busca dos exemplos que a Internet oferece, de onde vem o que é bom e também tudo o que não presta para que o cérebro em desenvolvimento possa escolher e interpretar como positivo. É impossível, muitas vezes, controlar os programas televisivos ou tudo aquilo que a criança está recebendo e vendo no computador, então, o que fazer para reverter a situação: Entendemos que, simplesmente, conscientizar-se da necessidade de um sacrifício maior para dar atenção aos filhos, sem hesitar de respostas às curiosidades tão naturais para quem começa a descobrir a vida; não ter vergonha de buscar orientações de especialistas, posto que muitas vezes pecamos por acreditar que, adultos, sabemos tudo, mas nada ou muito pouco colocamos em prática. Pensem nisso, enquanto comemoramos o dia dedicado àqueles que amamos.




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